quarta-feira, 18 de março de 2026

PELA DERROTA DA AGRESSÃO DOS EUA E DE ISRAEL CONTRA O IRÃ!

 Organizemos uma mobilização e uma campanha internacional

1. O imperialismo estadunidense embarcou em uma campanha mundial de agressão para reverter sua tendência histórica de declínio, reconsolidar sua hegemonia global e, em última instância, cercar seu principal alvo: a China. A tentativa de transformar radicalmente o Oriente Médio de acordo com os interesses regionais do imperialismo estadunidense e de Israel entrou em sua fase mais agressiva e abrangente, atingindo hoje um ponto de inflexão histórico. A agressão estadunidense-israelense tornou-se uma campanha imperialista massiva com o objetivo de liquidar completamente os centros de resistência da região, sejam movimentos populares, organizações de resistência ou mesmo regimes que não se alinhem ao sionismo e ao imperialismo estadunidense. O significado último e manifesto dessas manobras estratégicas é que, para consolidar o dominio regional, finalmente, agora é a vez do Irã.

2- Além de suas ricas reservas de petróleo e gás natural, o Irã é um dos países mais importantes do mundo devido à sua posição geoestratégica, seu controle sobre rotas comerciais, sua segurança hídrica e energética e suas reservas de elementos de terras raras e outros minerais estratégicos. Em outras palavras, o Irã é um alvo direto não apenas por estar em desacordo com o bloco EUA-Israel, mas também porque seus vastos recursos e oportunidades despertam o apetite do capital global. O objetivo do imperialismo estadunidense é preservar sua supremacia global, estabelecendo domínio absoluto na região, tanto militar quanto politicamente. Uma possível mudança de regime no Irã significaria a remoção do último obstáculo à expansão sionista. As vidas do povo iraniano nunca tiveram valor para essas potências imperialistas. De fato, os mísseis Tomahawk dos EUA que atingiram uma escola onde 165 estudantes foram massacrados, o assassinato de centenas de civis e o bombardeio de hospitais, infraestrutura civil e refinarias de petróleo de uma forma que causa desastres ambientais são os sintomas mais concretos dessa barbárie.

3. Os cenários que o povo iraniano enfrenta consistem em exércitos de ocupação estrangeiros, massacres étnicos, guerra civil, a partição do país e uma sangrenta operação terrestre. O povo iraniano sabe que a liberdade só pode ser conquistada por meio de sua própria organização independente e poder coletivo. A guerra imperialista não tem outro propósito senão o de sufocar as vozes dos trabalhadores pobres que lutam há décadas e semear a destruição. A única alternativa progressista no Irã é a derrota do imperialismo e a intensificação de uma luta independente na qual os oprimidos do Irã determinem seu próprio destino com suas próprias mãos. 

4- Simultaneamente aos bombardeios iranianos, um ataque feroz foi lançado contra o Líbano, enquanto o bloqueio assassino de Gaza continua. Como resultado dos bombardeios brutais no Líbano, visando áreas residenciais civis, quase um milhão de pessoas foram deslocadas e centenas foram mortas e feridas. Após o assassinato de Nasrallah e das principais figuras em 2024, o objetivo atual é a eliminação completa do Hezbollah e a transformação do Líbano em um Estado totalmente alinhado ao imperialismo ocidental. Ao mesmo tempo, o ataque do Irã a países árabes vizinhos que abrigam bases americanas prejudica gravemente a imagem de onipotência e arrogância dos EUA. As monarquias subservientes do Golfo estão muito mais insatisfeitas com os EUA do que com o Irã, pois estão sofrendo perdas econômicas significativas devido a uma guerra que queriam evitar. A fachada das economias ao estilo de Dubai (especulação imobiliária, bolhas imobiliárias, turismo) ruiu, pois também serve a uma pequena elite global ao estilo Epstein. Esse “desenvolvimento” capitalista, que chega a ser apresentado como “solução” para a devastada Gaza, baseia-se na exploração mais extrema de escravos modernos: as dezenas de milhões de trabalhadores migrantes nas petro-monarquias. Qualquer luta internacionalista deve também incluir a esta parte esquecida da classe trabalhadora mundial. 

5- Os efeitos de uma possível vitória imperialista no Irã teriam consequências reacionárias em todo o mundo. A agressão imperialista dos EUA daria um salto gigantesco. Portanto, a derrota da coalizão EUA-Israel no Irã é um objetivo fundamental em torno do qual todas as forças progressistas do mundo devem se unir na luta anti-imperialista. As operações atualmente em curso, especificamente contra Cuba e Irã, não são meramente objetivos de mudança de regime; são tentativas de liquidar completamente os centros de resistência contra a hegemonia imperialista dos EUA na região e no mundo. Nessas condições, qualquer tipo de legitimação da agressão imperialista como algo que traz liberdade às classes trabalhadoras, seja dentro do Irã ou entre a diáspora, deve ser vigorosamente condenada e combatida, particularmente por organizações que se opõem ao regime islâmico a partir de uma perspectiva da classe trabalhadora. O dever dos revolucionários é participar da resistência contra a agressão imperialista e sionista sem renunciar à sua independência política e, ao mesmo tempo, destacar a necessidade de uma nova liderança operária que una todos os trabalhadores da região contra os governos capitalistas, a fim de formar o movimento de massas que se levantará unido para finalmente eliminar a presença do imperialismo e do sionismo na Ásia Ocidental. 

6- O regime da República Islâmica, após reprimir os movimentos operários e comunistas na década de 1980, bem como as lutas operárias e populares mais recentes, manteve o funcionamento de uma economia capitalista enquanto criava uma nova elite. Algumas estruturas do Estado de bem-estar social eram sólidas, sob o disfarce de tradições e instituições islâmicas, embora tenham sido gradualmente corroídas por reformas econômicas neoliberais, pela abertura ao investimento, inclusive de países ocidentais, por um mercado de ações florescente, pelas Zonas Econômicas Especiais e pelas privatizações fora do setor petrolífero. O bloco oposto aos Estados Unidos, liderado pela China e pela Rússia, também não constitui uma alternativa política e social. Pelo contrário, busca se fortalecer por meio de baixos custos de mão de obra e da extrema restrição das liberdades dos trabalhadores e do povo. O objetivo de derrotar o bloco EUA-OTAN-UE não é alcançado — na verdade, é minado — pela lógica encontrada em correntes da esquerda que seguem a ideia de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo." Isso representa uma manifestação de fraqueza política e uma evasão das responsabilidades que acompanham a luta de classes. 

7- Apesar dos esforços de Trump para retratá-la como um sucesso sem precedentes, uma vitória total, a verdade é que a agressão contra o Irã encontrou resistência inesperada, a tal ponto que os EUA agora são forçados a solicitar (por meio de chantagem) a ajuda da Europa e até mesmo da China para desbloquear o Estreito de Ormuz. Além disso, e isso é de grande importância, esta guerra é a mais impopular da história, com pouco mais de 30% de apoio popular nos EUA. A oposição à guerra contra o Irã pode ser terreno fértil para o crescimento de um movimento anticapitalista na principal potência imperialista. Sérias contradições estão surgindo dentro do campo do imperialismo ocidental. Os eventos podem tomar um rumo imprevisível, com reações em cadeia em um ciclo de crises energéticas, levando a uma intensificação dos fenômenos de crise — especialmente na Europa — se a guerra não for breve. Nesse contexto, as contradições entre os Estados Unidos e a Europa estão se intensificando. É dever do movimento revolucionário popular definir como objetivo imediato a dissolução da OTAN e o fechamento de todas as bases militares que servem a uma máquina de guerra assassina.

8. A competição capitalista leva rapidamente à guerra mundial. A prevenção do massacre mútuo só pode ser garantida por aqueles que nada têm a dividir entre si e que agora compartilham a dor, os mortos, a destruição, a pobreza e o deslocamento; ou seja, as classes trabalhadoras e os povos do mundo. Um movimento internacionalista da classe trabalhadora deve representar essa convicção e a possibilidade de uma revolta revolucionária.


Tirem as mãos do Irã!

Fora Israel sionista do Oriente Médio!

Avante para a derrota da coalizão genocida EUA-Israel!

Paremos imediatamente os bombardeios ao Líbano!

Acabemos com o bloqueio mortal a Cuba e Gaza!

Pela unidade revolucionária dos povos do Oriente Médio, livres da dominação capitalista e imperialista!

Por uma frente de classe internacionalista e internacionalista contra os governos capitalistas e as guerras do capital!

Trabalhadores e oprimidos do mundo, uni-vos!


-PARTIDO OBRERO - Argentina

- COMMUNIST LIBERATION - Grécia

- SEP - Turquia

- TIR - Tendenza Internazionalista Rivoluzionaria - Itália

-SWP - Reino Unido

- Fuerza 18 de Octubre - Chile

-UFCLP - EUA

- GAR - Lutar Vencer! - México


O Agrupamento Tribuna Classista adere a esta Declaração Internacional pela derrota do imperialismo ianque e do sionismo.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Abaixo a guerra imperialista e a campanha autoritária de Trump!

 Extraído e traduzido do link: 

https://prensaobrera.com/internacionales/abajo-la-guerra-imperialista-y-la-campana-autoritaria-de-trump


                                                                   Manifestação-Mineapolis

DECLARAÇÃO INTERNACIONAL

A atual ofensiva do governo Donald Trump na América Latina, que até agora atingiu seu ápice com o bombardeio e o ataque de comandos contra a Venezuela e a deposição e sequestro de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, representa um salto na beligerância do imperialismo estadunidense, tanto em seu aventureirismo imperialista quanto em sua repressão interna. Estamos testemunhando uma mudança qualitativa no regime político com o desenvolvimento de tendências fascistas, em que o destacamento da Guarda Nacional em diversas cidades foi complementado pelas milícias de extrema-direita que lideraram o ataque ao Capitólio em 2021. Essas milícias foram transformadas em uma força federal e receberam um orçamento substancial na forma do ICE, a força de ataque paramilitar quase fascista de Trump.

A combinação da militarização interna, da busca por condições políticas para lançar aventuras militares e mobilizar aos trabalhadores em massa como um exército, e da promessa de prosperidade econômica baseada na opressão de inimigos internos e externos constituem a íntima conexão entre os elementos deste projeto autoritário que busca deter o declínio dos Estados Unidos como potência imperialista. O colapso das alianças do pós-guerra, bem como a queda do dólar e dos títulos da dívida americana, europeia e japonesa, são expressões dramáticas de uma crise não apenas da economia capitalista, mas também da ordem imperialista de dominação mundial.

O regime de Trump busca recuperar a hegemonia por meio de ataques militares imperialistas que forçam os países a romper relações comerciais com a China, sua principal rival, e a exigir que outros países ao redor do mundo continuem impondo tarifas sobre o comércio com a China.

As alegações de “combate ao narcotráfico” ou “luta pela democracia” que fundamentaram o ataque à Venezuela foram rapidamente abandonadas. Como explicou em sua Estratégia Nacional de Segurança e Defesa, Trump está concentrando imediatamente suas forças em sua tentativa de dominar militar e economicamente a América Latina, mantendo o foco no confronto com seu adversário estratégico, a China, buscando separar a Rússia da China, pelo menos como política de curto prazo, e entrando em conflito crescente com a Europa. Seu “foco nas Américas” não exclui operações políticas e militares da Groenlândia à Ucrânia, do Oriente Médio ao Mar da China Meridional.

A ofensiva na América Latina, que inclui ameaças contra múltiplos países, a abertura de novas bases militares e o destacamento de tropas, bem como a interferência em eleições locais, já ceifou centenas de vidas, desde os navios afundados em Caracas até os ataques nas favelas do Rio de Janeiro, coordenados com essa ofensiva política. Um dos objetivos estratégicos é desmantelar o Estado cubano, cujo bloqueio foi drasticamente intensificado. Declaramos nossa solidariedade ao povo cubano. A tentativa de derrubar o governo em Havana visa não apenas desmantelar todas as conquistas sociais remanescentes da revolução de 1959, mas também consolidar o controle imperialista da região. É dever dos revolucionários internacionalistas defender Cuba contra a restauração do status informal de colônia estadunidense que a ilha detinha antes da revolução.

Essa ofensiva para controlar o continente não foi confrontada pelos governos da região, nem por suas forças políticas tradicionais. A direita acolheu a ofensiva, apesar de ter sido ridicularizada quando sua favorita, Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel por defender a invasão militar estrangeira, foi destituída de seu cargo no governo venezuelano por Trump. Nacionalistas e centro-esquerdistas a rejeitam verbalmente, mas seus governos buscam apaziguar Trump por meio de todo tipo de concessões e apelos à ação conjunta. Eles evitaram um processo de mobilização contra o ataque dos EUA, um processo que se seguiu a décadas de demagogia sobre a unidade do povo. O cerne da capitulação está em Caracas, onde o novo governo se adaptou às imposições de Trump, chegando ao ponto de reformar sua lei do petróleo para atender às exigências dos EUA.

Em oposição a essa linha de capitulação, convocamos a organização e a mobilização dos trabalhadores e povos latino-americanos para confrontar a presença imperialista na região. A esquerda reformista que propõe seguir esses governos nos leva a um beco sem saída. Os aliados das massas latino-americanas são os trabalhadores dos Estados Unidos, da Europa e do mundo.

Em resposta a essa ofensiva, centenas de milhares de trabalhadores estão se radicalizando e, em particular, há um renovado entusiasmo pela greve geral, que ganhou destaque com as jornadas de ação na França e na Itália e, mais recentemente, com as greves gerais em Portugal, Bolívia e Bélgica. As reivindicações têm sido diversas, mas a oposição ao genocídio palestino, às medidas repressivas internas, às políticas de austeridade e às reformas trabalhistas regressivas levanta uma necessidade comum de confrontar a ofensiva capitalista que busca transferir a crise para os ombros dos trabalhadores.

Este é o caminho de luta que jovens, comunidades de trabalhadores imigrantes e trabalhadores americanos trilharam, bem no âmago da questão, contra a patrulha xenófoba e fascista de Trump, o ICE, utilizando mobilização, greves e autodefesa. Este caminho desafia a abordagem semi-colaborativa e semi-oposicionista do Partido Democrata, que busca capitalizar o ódio contra Trump nas eleições de novembro, enquanto Trump avança com a militarização aberta de seu país, incluindo execuções públicas e campos de concentração.

A greve geral e a ação direta são as ferramentas que milhares de pessoas adotaram para quebrar a ofensiva do presidente bilionário, cuja derrota seria também uma vitória para todos os trabalhadores do mundo.

A luta por uma frente operária unida contra o regime de Trump é uma tarefa fundamental nos Estados Unidos, assim como a formação de um partido político operário de massas com um programa para colocar a classe trabalhadora no controle da economia.

A necessidade de uma defesa unida da classe trabalhadora contra a lei marcial e a imposição do controle militar está na agenda, e o governo Trump ameaça eliminar as eleições democráticas burguesas.

A luta interna dentro da classe capitalista americana está fortalecendo a classe trabalhadora, à medida que os trabalhadores enxergam a verdadeira natureza da classe capitalista, incluindo o escândalo de corrupção sexual envolvendo bilionários de ambos os partidos políticos e da classe capitalista como um todo.

A crise e a tendência para a guerra

Os planos de Trump exacerbam as tensões interimperialistas e as disputas globais. Os acordos alcançados em relação à Groenlândia, que representam um avanço parcial no atendimento das exigências de Trump, não impedem as crescentes tentativas da burguesia imperialista europeia de reunir os recursos econômicos, militares e políticos necessários para contrabalançar as imposições de Trump, bem como para explorar seus próprios acordos com a China, a Índia ou o Mercosul. O Canadá seguiu na mesma direção. O recente Fórum de Davos demonstrou a natureza extrema dessas tensões, com a OTAN enfrentando uma possível cisão, ameaças de mobilização de tropas e ataques econômicos sendo usados ​​como armas na luta.

O congelamento do acordo UE-Mercosul após a sua assinatura é prova das contradições dentro da própria União Europeia, devido ao choque entre os interesses capitalistas agrários e industriais opostos. Rejeitamos este acordo UE-Mercosul, uma reestruturação capitalista agressiva em favor dos monopólios industriais e agroalimentares. O acordo será usado como pretexto pela burguesia e pelos governos da UE e dos países do Mercosul para desmantelar ainda mais os direitos trabalhistas, promover maior competição por empregos entre os trabalhadores de cada país para reduzir os salários, devastar os pequenos agricultores e prejudicar o meio ambiente e a qualidade dos alimentos, tudo sob o pretexto de “competitividade”. Esta é uma tentativa da UE de ampliar seu papel, fortalecendo sua posição na competição com os Estados Unidos e a China, às custas dos povos da América Latina, intensificando a pilhagem histórica das riquezas de suas terras. Defendemos a unidade de luta da classe trabalhadora além-fronteiras, contra o capital internacional e nacional, e nos opomos tanto às facções protecionistas quanto às defensoras do livre-comércio.

As divisões entre os Estados Unidos e a União Europeia estendem-se à guerra na Ucrânia, que está prestes a entrar em seu quarto ano. Estão em curso discussões sobre as chamadas “garantias de segurança” e a divisão de território e esferas de influência entre os imperialismos russo, americano e europeu. Rejeitamos a guerra interimperialista na Ucrânia, bem como a perspectiva de uma “paz imperialista” baseada na pilhagem do povo ucraniano. O povo da Ucrânia, assim como o povo curdo, deve tirar conclusões profundas sobre os conselheiros de esquerda que propõem aliar-se aos imperialismos ocidentais em nome de uma suposta “defesa nacional”, que se provou ser a pior espécie de catástrofe e subjugação. Conclamamos os trabalhadores da Ucrânia e da Rússia a confraternizarem uns com os outros e a confrontarem os governos belicistas em seus próprios países.

Os blocos de confronto interimperialista não são estáveis; pelo contrário, testemunhamos repetidamente novas mudanças e realinhamentos. A razão subjacente às tendências bélicas é a crise do sistema capitalista como um todo. Um acordo na Ucrânia, que permanece incerto até hoje, não dissiparia as tendências subjacentes inerentes à situação global. Isso é particularmente verdadeiro no caso da trégua comercial temporária alcançada pelos Estados Unidos e pela China.

A enorme bolha especulativa capitalista nos Estados Unidos em torno da inteligência artificial e dos centros de dados, juntamente com a desregulamentação dos bancos e das criptomoedas naquele país, está preparando o terreno para um colapso econômico massivo, maior do que o de 2008, e exigirá que a classe trabalhadora se prepare para o controle operário da economia americana e global.

A corrida para aumentar os gastos militares caminha lado a lado com cortes nos gastos sociais e ataques às condições de trabalho e às pensões. Vários governos europeus pressionam pela reinstalação do serviço militar obrigatório, o que provocou protestos em massa e greves estudantis na Alemanha, onde os estudantes declararam: "Não queremos ser bucha de canhão". A guinada à direita e a ascensão do fascismo promovidas por diversos setores capitalistas não são uma moda ideológica passageira, mas sim estão ligadas a tentativas de derrotar a classe trabalhadora, destruir suas conquistas e usá-la como bucha de canhão.

A burguesia imperialista oferece às massas apenas fome e guerra. Os trabalhadores do mundo devem se insurgir contra essa perspectiva sombria.

Oriente Médio

Rejeitamos o chamado "conselho de paz" de Trump, que na realidade é um protetorado colonial sobre a Faixa de Gaza. Com o consentimento de todos os governos capitalistas, incluindo as burguesias árabes, estabeleceu-se uma força de ocupação internacional, que simultaneamente busca desmantelar a resistência palestina e privar os habitantes de Gaza do direito fundamental de escolher seus próprios governantes. Eles não apenas buscam estabelecer um esquema obsceno centrado na reconstrução do território costeiro que destruíram em um ato genocida, mas isso também faz parte de um plano para reorganizar a região em preparação para a iminente guerra mundial. Esse plano inclui a ofensiva sionista contra seis países da região, o avanço da colonização na Cisjordânia e o apoio ao regime jihadista na Síria, que alguns supostos esquerdistas saudaram como uma revolução democrática e que hoje está realizando um massacre contra o povo curdo e outras minorias.

Apoiamos os levantes populares no Irã que eclodiram no final de dezembro contra a grave deterioração das condições de vida da população e contra o regime capitalista dos aiatolás, e condenamos a repressão criminosa perpetrada por ele. Ao mesmo tempo, condenamos o envio de tropas americanas para a região e as tentativas de explorar a revolta popular em benefício do imperialismo. Somente as massas exploradas podem derrotar os regimes reacionários que assolam a região, como demonstram as soluções reacionárias impostas pelas burguesias locais e pelos imperialismos aos levantes da Primavera Árabe.

A luta contra o genocídio na Palestina, a invasão da Venezuela, o recrutamento forçado e a economia de guerra na Europa, e as batidas fascistas contra imigrantes em Minnesota fazem parte de uma única luta internacional da classe trabalhadora contra a escalada da guerra imperialista e os governos que a promovem.


Afirmamos:

Abaixo a ofensiva imperialista de Trump na América Latina e no Oriente Médio!

Por frentes operárias unidas e greves gerais contra a repressão e os ataques à classe trabalhadora em todos os países do mundo!

Viva a luta do povo americano contra o ICE e Trump, em Minneapolis e outras cidades dos EUA!

Não ao genocídio do povo palestino e à junta colonial de Trump!

Pelo direito à autodeterminação dos povos palestino e curdo! Por uma Palestina única, laica e socialista! Por uma federação socialista do Oriente Médio!

Não à intervenção militar imperialista no Irã!

Denunciamos a violenta repressão do regime dos aiatolás e apoiamos os movimentos de massa do povo iraniano!

Manifestamos nossa solidariedade internacional a todas as identidades oprimidas sujeitas à limpeza étnica na Síria, apoiando sua reivindicação de viver livre e em igualdade em suas próprias terras!

Abaixo a guerra imperialista, os orçamentos de guerra e seus governos! Pelos partidos operários e revolucionários do mundo! Por uma internacional operária.

Convocamos a organização de ações militantes no maior número possível de cidades, sob esses lemas, no dia 28 de fevereiro, data que marca quatro anos de guerra interimperialista contínua na Ucrânia, e a realização de um encontro online das forças internacionalistas no início de março para organizar uma campanha conjunta mais ampla contra a guerra imperialista.


Primeiras Assinaturas:

KA – Liberación Comunista (Grecia)

PO – Partido Obrero (Argentina)

SEP – Partido Socialista de los Trabajadores (Turquía)

SWP – Partido Socialista de los Trabajadores (Gran Bretaña)

TIR – Tendencia Internacionalista Revolucionaria (Italia)

UFCLP – Comité de Frente Único por un Partido Laborista (EE. UU.)

WCP-H – Partido Comunista Obrero de Irán-Hekmatista (Irán)

Marx21  (España)

GAR- Grupo Acción Revolucionaria (México)

F18- Fuerza 18 de Octubre (Chile)

DSIP - Partido Socialista Revolucionario de los Trabajadores (Turquía)

Solidaridad Obrera (Corea del Sur)