sexta-feira, 29 de maio de 2015

DIA 29 DE ABRIL: DIA NACIONAL DE LUTA E DE PARALISAÇÃO!

                                                                   


CONTRA A PL DA TERCEIRIZAÇÃO, AS MEDIDAS PROVISÓRIAS 664 E 665 E O AJUSTE FISCAL DO GOVERNO DILMA E DO MINISTRO JOAQUIM LEVY! 
POR UM CONGRESSO DE BASES DA CLASSE TRABALHADORA: PREPARAR E ORGANIZAR UMA GREVE GERAL PARA DERROTAR O AJUSTE, O ARROCHO E AS TERCEIRIZAÇÕES!



Hoje, dia 29 de maio, será realizado um dia nacional de lutas e manifestações por todos o país. Convocado por seis centrais sindicais (Conlutas, CUT, CTB, Nova Central e Intersindical), o ato de hoje pretende ser um passo na direção de organizar as lutas atomizadas por todos o país e dar um caráter de conjunto a essas lutas. O principal objetivo é lutar contra a terceirização e o ajuste imposto pelo governo Dilma à classe trabalhadora e a população de forma geral.
Várias categorias apoiarão a paralisação: os setores ligados aos transportes como rodoviários e metroviários, os professores municipais e estaduais (que estão em greve em várias regiões do país, com destaque para São Paulo e Paraná), funcionários municipais (que também estão em greve em várias localidades, com destaque para Florianópolis), professores universitários que iniciaram uma greve com cerca de 100% de adesão, haverá também manifestações de metalúrgicos, operários da construção civil, petroleiros, funcionalismo público, trabalhadores de processamento de dados e funcionários dos correios, além de diversas categorias espalhadas por todo o país.

O ajuste e as terceirizações tem um caráter profundamente recessivo. A inflação galopante e o desemprego massivo (que ultrapassa, e muito, os índices oficiais!) são o sinal de que a crise apenas se inicia e que caminhará em seguida a passos largos. O setor que será mais penalizado pelo ajuste será a classe trabalhadora como um todo. Temos que organizar a luta agora, enquanto a classe dominante ainda luta entre si pelos despojos do poder e de suas migalhas. O governo Dilma de um lado e os setores da oposição burguesa de outro começam a convergir para uma governabilidade em prol do ajuste e de outras medidas contra os trabalhadores, como o aumento de tarifas (que impacta diretamente a inflação), o aumento de impostos sobre o consumo, e o corte de verbas para a saúde e para a educação. Os setores que até ontem faziam o coro de que o Brasil estava na eminência de um golpe, hoje afinam o seu discurso para defender o ajuste, a terceirização e o arrocho, com os próprios setores que ontem eles acusavam de golpistas. Querem apagar o fato de antes de haver um ajuste, houve um desajuste: ou seja, o governo federal deu aos grandes empresários, banqueiros e setores oligárquicos, subsídios que ultrapassam os 100 bilhões somente no governo Dilma, e agora querem que os trabalhadores vão pagar a conta? Temos que dizer um sonoro NÂO!

Para dar um caráter organizativo a todas essas lutas, nossa corrente politica defende a realização de um congresso de bases da classe trabalhadora para organizar e preparar uma greve geral, hoje a única arma que os trabalhadores possuem para lutar contra o ajuste e a terceirização. Congresso que seria formado por delegados eleitos na base das categorias já em luta e que teria como único propósito organizar uma greve geral, desse modo os trabalhadores poderiam superar (pelos menos momentaneamente) os entraves impostos pela burocracia sindical que desvia e atomiza as inúmeras lutas, dispersando a combatividade da classe operária e dos trabalhadores como um todo. A divisão entre as diversas centrais sindicais e sua aparente burocratização não podem ser um obstáculo para a organização da greve geral. 

Temos que elevar as lutas e greves parciais que ocorrem para um grau organizativo superior, unifica-las e organiza-las de modo a potencializa-las em uma greve geral, para isso é que defendemos a ideia de um congresso de bases em que se possa discutir profundamente como derrotar o ajuste, o arrocho e a terceirização. Nossa proposta é direcionada aos setores classistas do movimento sindical e para a classe trabalhadora como um todo. Organizemos as lutas que virão, esse é o caminho!

- QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA SUA CRISE, ABAIXO O AJUSTE DE DILMA E LEVY SOBRE AS COSTAS DOS TRABALHADORES!


- PELO FIM DO TRABALHO TERCEIRIZADO EM TODO PAÍS!


- EFETIVAÇÃO DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS NAS EMPRESAS CONTRATANTES!


- ABAIXO AS MP's 664 e 665


- NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES


- ESTATIZAÇÃO SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES


- NÃO AOS CORTES NA EDUCAÇÃO, SAÚDE E MORADIA


- ABAIXO A REPRESSÃO ESTATAL E PÁRA-ESTATAL


- POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES E O SOCIALISMO!



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TRIBUNA


 CLASSISTA

terça-feira, 5 de maio de 2015

PARA DERROTAR O AJUSTAÇO DE DILMA/PMDB/LEVY





FORA BETO RICHA! CARRASCO 
DOS PROFESSORES PARANAENSES!
DE BALTIMORE A NOVA IORQUE: OS NEGROS 
NORTE-AMERICANOS  SE LEVANTAM  CONTRA 
                          A SELVAGERIA DOS ASSASSINATOS  
                                E A REPRESSÃO POLICIAL!


A crise econômica mundial, que abala as estruturas do capitalismo, afetando diretamente o Brasil e a América Latina, no último período, e o processo de esgotamento da Frente Popular (frente de colaboração de classes que o PT encabeça, de forma estratégica, em aliança com outros setores da burguesia e do grande capital), evidenciado, entre outros fatores, pela enorme fragilidade do governo Dilma, são as determinantes principais da situação atual.

Acaba-se de se anunciar a alta dos juros para 13,25%, uma tendência recessiva de queda do PIB em torno de 1,1%, com uma previsão de maior desaceleração nos últimos vinte anos, inflação acumulada de 8% ao ano, aumento do desemprego nas principais regiões metropolitanas do país em média para 6,5%, queda da renda média dos trabalhadores, e de quebra uma declaração do novo monarca da economia, o ministro da Fazenda Joaquim Levy, "de que é preciso cortar na carne". 

A falência dos municípios e dos estados da federação é notória, e as medidas que os governadores anunciam são de cortar não tão somente a carne, mas também os ossos, sugando o sangue e o suor dos trabalhadores. Que o diga o governador  paranaense Beto Richa do PSDB, que promoveu um verdadeiro massacre contra os professores que lutam para garantir seus direitos previdenciários e trabalhistas. A receita do poder executivo e legislativo daquele estado é uma velha conhecida: tropa de choque, bomba de gás lacrimogêneo, cachorros pitbulls, prisões, etc. E isto que estamos vivendo na pátria educadora!

As mobilizações multitudinárias que tiveram a juventude como principal protagonista em 2013 não tiveram continuidade pela ausência de um programa que desse a esse movimento um caráter classista e de luta contra o conjunto do regime político burguês. As lutas e greves, iniciadas pelas diversas categorias de trabalhadores no mesmo período, tiveram vitórias parciais, mas não conseguiram, ainda, se constituir em um movimento (e em um programa) de conjunto de toda a classe, para fazer frente ao grande capital. 

Os setores da classe média que saíram às ruas recentemente, conduzidos por setores da direita reacionária, também não conseguiram, até o momento, unificar o seu discurso e sua atividade, e nem ganhar a simpatia das massas populares. Esse movimento de direita é utilizado como um meio de pressão e chantagem contra o frágil e debilitado governo do PT, como um meio de deslocá-lo ainda mais à direita, em meio à contundente crise política em curso.

Os ministros do governo Dilma são a expressão profunda da política de fortalecimento do grande capital e da direita dentro de seu governo: Eliseu Padilha (ex ministro de FHC), Alexandre Tombini (ex FMI), Joaquim Levy (ex FMI e do governo FHC), Kátia Abreu (pró latifundiários), Gilberto Kassab (ex malufista), Afif Domingos (ex filhote da ditadura), etc, etc, etc. O esgotamento desse governo diante das massas (que leva adiante uma política de ajuste contra  a classe trabalhadora) e a tentativa de diversos setores do grande capital por substituir esse governo, prenuncia o inicio de uma grande crise do regime político. Os trabalhadores nada têm a ganhar defendendo o Governo Dilma ou a oposição burguesa, os dois setores expressam interesses do grande capital nacional e internacional, portanto são opressores e não aliados dos trabalhadores. Os trabalhadores e a esquerda classista devem defender a sua independência política frente às teorias do "golpe iminente" ou do "mal menor". A direita já estabeleceu-se no poder, o atual debate e a concomitante crise política é produto, em última análise, das contradições entre as frações da burguesia, e para se saber qual setor ficará com a fatia mais expressiva e mais substancial do Estado burguês. 

O governo Dilma é a expressão de uma aliança do PT com os setores mais reacionários da burguesia, do grande capital, e até mesmo das oligarquias rurais. O PT e o governo Dilma, que tanto critica a direita, oculta que se mantém no poder graças a uma aliança com uma direita endógena ao seu governo, que sustentou esse governo do PT enquanto esse lhe foi funcional aos seus fins imediatos que ambicionava, e conforme esses setores da burguesia começam a se chocar (por interesses próprios) com o PT, trocam paulatinamente de aliança política, assim como se troca de camisa quando essa fica suja, apertada ou desgastada. 

Os setores que estão na oposição burguesa (capitaneadas pelo PSDB, mas que abrangem outros partidos, entre eles setores do próprio PMDB, principal aliado nacional do PT), divergem sobre a viabilidade ou não do impeachment, afinal de contas, a derrubada de um governo coloca em questão um novo governo, e os setores desta direita exógena ao governo, que se acostumaram durante mais de uma década em atirar pedras no frágil telhado de vidro dos governos do PT, teriam que eles mesmos constituírem o seu próprio governo, e com isso teriam que se acostumar com a ideia de que eles seriam agora o novo telhado, um telhado ainda mais frágil que o do PT e sua esquálida aliança com a burguesia. As divergências entre os setores em pugna da burguesia estão focados exatamente sobre a viabilidade ou não da constituição de um novo governo em meio a uma tamanha crise em curso. O fracasso de um novo governo oriundo de um impeachment, pode desatar uma crise ainda maior e imprevisível, e a possibilidade de um governo de "União Nacional" poderia ampliar, ainda mais, o tamanho da crise, diante da impopularidade da grande maioria dos políticos e partidos burgueses e das medidas que, consequentemente, seriam adotadas. 

O impasse diante da aprovação da PL 4330 mostra que mesmo esse setor da direita tem dificuldades e divergências para agir de forma coesa e que formariam um governo instável da grande burguesia, diante do acirramento da luta de classes e do potencial choque com as massas. Esse é um dos pontos de divergência entre os setores de oposição burguesa: continuar a ir desgastando o governo do PT ou constituir um novo governo e correr o risco de assumir um governo instável em uma situação de profunda crise política e econômica.

Mas a classe operária demonstra que está disposta a enfrentar o ajuste do governo Dilma/PMDB/Levy. Convocado pela CUT, CSP/CONLUTAS e outros setores, no dia 15/04 desenvolveu-se um Dia Nacional de Lutas contra o famigerado e repudiado PL 4330 da terceirização dos prestadores de serviços e mão de obra  promovendo um retrocesso sem precedentes nas relações de trabalho. Na semana anterior, a aprovação dessa proposta infame na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal ocorreu no marco de uma enorme repressão policial contra os manifestantes diante das portas do Congresso Nacional.

Ocorreram protestos, paralisações e piquetes em 21 estados da federação, e entre os setores mobilizados se destacaram os atos e manifestações dos operários metalúrgicos de São Bernardo do Campo e de Curitiba, professores, metroviários, rodoviários, etc. Todos estes setores protagonizaram importantes lutas. Se as jornadas não lograram maior  contundência, deve-se ao papel da CUT, um braço da coalizão burguesa e pró-imperialista, que resiste em convocar uma greve geral devido a seus compromissos com o governo.

O projeto que tem o apoio escancarado da Força Sindical, uma verdadeira máfia de gângsteres sindicais, e por toda a oposição burguesa, regulamenta a precarização trabalhista, estende a terceirização para todas as atividades, sem distinção de atividade-meio e atividade-fim (na verdade, o bode na sala, em última instância) e acaba com a responsabilidade solidária da empresa principal, além da chamada pejotização (a possibilidade de criação de CNPJ's em massa) dos trabalhadores, para que as empresas sejam desoneradas das obrigações sociais (previdenciárias e trabalhistas). Além disso, aprofunda a divisão dos trabalhadores e é um mecanismo brutal de rebaixamento da massa salarial no país.

Mesmo que Lula tenha se manifestado contra o projeto e recomendado seu veto à presidente Dilma, isto não exime o PT de sua responsabilidade no ataque mais geral contra os trabalhadores no que este nefasto projeto se insere, a saber: milhares de suspensões, demissões, e cortes no seguro-desemprego, pensões, PIS e nos setores essenciais como educação e saúde, a redução da maioridade penal, o fim da rotulagem dos alimentos transgênicos, etc.

No dia 22/04, o plenário da Câmara dos Deputados votou por 230 votos a favor e 203 contra, uma chamada emenda aglutinativa, que alterou alguns pontos do projeto, mas manteve no texto-base a terceirização na atividade-fim.

A crise entre os setores que fazem parte do governo instalou-se no Congresso Nacional, na medida em que o Senado, na figura do seu presidente, Renan Calheiros, escancarou uma fissura dentro do PMDB, principal partido da coalizão governamental, advertindo seus pares, em especial o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, de que o projeto amplamente repudiado pela população trabalhadora passará por um longo périplo institucional até transformar-se efetivamente em lei.

Ás vésperas do dia 1º de maio, em reunião com ministros e representantes sindicais da CUT, CSB, CTB, Força Sindical, NSCT, UGT e CONTAG, a presidente Dilma Rousseff avisou que não irá discursar em cadeia de rádio e TV ao contrário do hábito dos governos petistas e disparou: “Sei que é urgente e necessário regulamentar trabalho terceirizado no Brasil para ter proteção e garantia de emprego e salários mínimos e para empresários, porque significa segurança para eles legislação clara sobre terceirização”. Para um bom entendedor, meia-palavra basta.

A CUT, até o momento, está colocando suas fichas contra a terceirização no Senado, tentando a todo custo deixar a luta dos trabalhadores contida, como sinal de confiança para a burguesia e o grande capital. Uma política de colaboração de classes (ou de frente popular) que coloca o futuro dos trabalhadores de bandeja nas mãos de uma das instituições mais reacionárias do Estado burguês, mostra o que a política e a estratégia de frente popular e colaboração de classes é para os trabalhadores: uma estratégia de derrotas e de imobilismo diante da burguesia e de sua política de arrocho e ajuste voltada exclusivamente para as massas e classe trabalhadora. 

A esquerda classista precisa, mais do que nunca, se organizar, manter sua independência política e se preparar para as crises futuras, que desenvolvem-se a passos largos. A independência das organizações dos trabalhadores diante das diversas frações da burguesia em pugna, são a única via correta para o seu desenvolvimento ulterior. A organização dos trabalhadores, a partir desse 1º de maio, num movimento massivo e multitudinário de luta contra a terceirização, é o primeiro passo, e a única garantia, de que os trabalhadores conseguirão barrar  o PL 4330.

A Greve Geral é o único caminho para quebrar e abortar este projeto criminoso do ponto de vista das condições de vida da classe trabalhadora. Por isso, é preciso unificar as lutas em curso e produzir um gigantesco pronunciamento do proletariado contra o ajustaço do governo Dilma/PMDB/Levy.



Por um Plano de Lutas que contemple as necessidades mais prementes dos trabalhadores da cidade e do campo.



- QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA SUA CRISE, ABAIXO O AJUSTE DE DILMA E LEVY SOBRE AS COSTAS DOS TRABALHADORES!


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- ABAIXO AS MP's 664 e 665


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TRIBUNA CLASSISTA







terça-feira, 28 de abril de 2015

POR UM 1º DE MAIO DE MASSAS, CLASSISTA E DE LUTA PARA DERROTAR A TERCEIRIZAÇÃO!!

                                                                           


A classe trabalhadora brasileira vive hoje um dos períodos mais críticos de sua história. Vivenciamos uma das piores crises (política e econômica) dos últimos 50 anos. A crise econômica mundial, que abala as estruturas do capitalismo, afetando diretamente o Brasil e a América Latina no último período, e o processo de esgotamento da frente popular (frente de colaboração de classes que o PT encabeça, de forma estratégica, em aliança com outros setores da burguesia e do grande capital), evidenciado, entre outros fatores, pela enorme fragilidade do governo Dilma, são as coordenadas ou as determinantes principais que devem ser levadas em conta ao se analisar o complexo panorama conjuntural que vivemos no atual período.


Os movimentos sociais iniciados pela juventude em 2013 não foram esmagados, mas na falta de um programa que desse a esse movimento uma perspectiva de luta, perderam a sua intensidade, as lutas e greves, iniciadas pelas diversas categorias de trabalhadores no mesmo período, tiveram vitórias parciais, mas não conseguiram, ainda, se constituir em um movimento (e em um programa) de conjunto de toda a classe, para fazer frente à direita e ao grande capital. 

Os setores da classe média que saíram às ruas recentemente, conduzidos por setores da direita reacionária, também não conseguiram, até o momento, unificar o seu discurso e sua atividade, e nem ganhar a simpatia das massas populares, longe disso, como demonstra a tentativa de aprovação da PL 4330, PL da terceirização, na Câmara dos Deputados (amplamente apoiado pelos deputados que estão no centro e na direita do espectro político) e que agora encontra-se (momentaneamente) sendo analisado no Senado (frente a imensa impopularidade deste projeto diante das massas), esse movimento de direita é utilizado como um meio de pressão e chantagem contra o frágil e debilitado governo do PT, como um meio de deslocá-lo ainda mais à direita, em meio à contundente crise política em curso.

Os ministros do governo Dilma são a expressão profunda da política de fortalecimento do grande capital e da direita dentro de seu governo: Eliseu Padilha (ex ministro de FHC), Alexandre Tombini (ex FMI), Joaquim Levy (ex FMI e do governo FHC), Kátia Abreu (pró latifundiários), Gilberto Kassab (ex malufista), Afif Domingos (ex filhote da ditadura), etc, etc, etc. O esgotamento desse governo diante das massas (que leva adiante uma política de ajuste contra  a classe trabalhadora) e a tentativa de diversos setores do grande capital por substituir esse governo, prenuncia o inicio de uma grande crise do regime político. Os trabalhadores nada tem a ganhar defendendo nem o Governo Dilma e nem defendendo a oposição burguesa, os dois setores expressam interesses do grande capital nacional e internacional, portanto são opressores e não aliados dos trabalhadores. Os trabalhadores e a esquerda devem fugir das teorias do "golpe eminente" ou do "mal menor". A direita já estabeleceu-se no poder, o atual debate e a concomitante crise política é produto, em última análise, das contradições entre as frações da burguesia, e para se saber qual setor ficará com a fatia mais expressiva e mais substancial do Estado burguês. 

O governo Dilma é a expressão de uma aliança do PT com os setores mais reacionários da burguesia, do grande capital, e até mesmo das oligarquias rurais. O PT e o governo Dilma, que tanto critica a direita, oculta que se mantém no poder graças a uma aliança com uma direita endógena ao seu governo, que sustentou esse governo do PT enquanto esse lhe foi funcional aos seus fins imediatos que ambicionava, e conforme esses setores da burguesia começam a se chocar (por interesses próprios) com o PT, trocam paulatinamente de aliança política, assim como se troca de camisa quando essa fica suja, apertada ou desgastada. 

Os setores que estão na oposição burguesa (capitaneadas pelo PSDB, mas que abrangem outros partidos, entre eles setores do próprio PMDB, principal aliado nacional do PT), divergem sobre a viabilidade ou não do impeachment, afinal de contas, a derrubada de um governo coloca em questão um novo governo, e os setores desta direita exógena ao governo, que se acostumaram durante mais de uma década em atirar pedras no frágil telhado de vidro dos governos do PT, teriam que eles mesmos constituírem o seu próprio governo, e com isso teriam que se acostumar com a ideia de que eles seriam agora o novo telhado, um telhado ainda mais frágil que o do PT e sua esquálida aliança com a burguesia. As divergências entre os setores em pugna da burguesia estão focados exatamente sobre a viabilidade ou não da constituição de um novo governo em meio a uma tamanha crise em curso. O fracasso de um novo governo oriundo de um impeachment, pode desatar uma crise ainda maior e imprevisível, e a possibilidade de um governo de "União Nacional" poderia ampliar, ainda mais, o tamanho da crise, diante da impopularidade da grande maioria dos políticos e partidos burgueses e das medidas que, consequentemente, seriam adotadas. 

O impasse diante da aprovação da PL 4330 mostra que mesmo esse setor da direita tem dificuldades e divergências para agir de forma coesa e que formariam um governo instável da grande burguesia, diante do acirramento da luta de classes e do potencial choque com as massas. Esse é um dos pontos de divergência entre os setores de oposição burguesa: continuar a ir desgastando o governo do PT ou constituir um novo governo e correr o risco de assumir um governo instável em uma situação de profunda crise política e econômica.

A CUT, até o momento, está colocando suas fichas contra a terceirização no Senado, tentando a todo custo deixar a luta dos trabalhadores contida, como sinal de confiança para a burguesia e o grande capital. Uma política de colaboração de classes (ou de frente popular) que coloca o futuro dos trabalhadores de bandeja nas mãos de uma das instituições mais reacionárias do Estado burguês, mostra o que a política e a estratégia de frente popular e colaboração de classes é para os trabalhadores: uma estratégia de derrotas e de imobilismo diante da burguesia e de sua política de arrocho e ajuste voltada exclusivamente para as massas e classe trabalhadora. 

A esquerda classista precisa, mais do que nunca, se organizar, manter sua independência política e se preparar para as crises futuras, que desenvolvem-se a passos largos. A independência das organizações dos trabalhadores diante das diversas frações da burguesia em pugna, são o primeiro passo para o seu desenvolvimento ulterior. A organização dos trabalhadores, a partir desse 1º de maio, num movimento massivo e multitudinário de luta contra a terceirização, é o primeiro passo, e a única garantia, de que os trabalhadores conseguirão barrar a PL 4330. Vamos à luta!


*QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA SUA CRISE, ABAIXO O AJUSTE DE DILMA E LEVY SOBRE AS COSTAS DOS TRABALHADORES!
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DAS JORNADAS DE LUTA DO DIA 15/04 A UM 1º MAIO CLASSISTA E INTERNACIONALISTA PARA DERROTAR O AJUSTAÇO DE DILMA/PMDB/LEVY

                                                                    


Convocado pela CUT, CSP/CONLUTAS e outros setores, no dia 15/04 desenvolveu-se um Dia Nacional de Lutas contra o famigerado e repudiado PL 4330 da terceirização dos prestadores de serviços e mão de obra  promovendo um retrocesso sem precedentes nas relações de trabalho. Na semana anterior, a aprovação dessa proposta infame na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal ocorreu no marco de uma enorme repressão policial contra os manifestantes diante das portas do Congresso Nacional.

Ocorreram protestos, paralisações e piquetes em 21 estados da federação, e entre os setores mobilizados se destacaram os atos e manifestações dos operários metalúrgicos de São Bernardo do Campo e de Curitiba, professores, metroviários, rodoviários, etc. Todos estes setores protagonizaram importantes lutas. Se as jornadas não lograram maior  contundência, deve-se ao papel da CUT, um braço da coalizão burguesa e pró-imperialista, que resiste a convocar uma greve geral devido a seus compromissos com o governo.

O projeto que tem o apoio escancarado da Força Sindical, uma verdadeira máfia de gângsteres sindicais, e por toda a oposição burguesa, regulamenta a precarização trabalhista, estende a terceirização para todas as atividades, sem distinção de atividade-meio e atividade-fim (na verdade, o bode na sala, em última instância) e acaba com a responsabilidade solidária da empresa principal, além da chamada pejotização (a possibilidade de criação de CNPJ's em massa) dos trabalhadores, para que as empresas sejam desoneradas das obrigações sociais (previdenciárias e trabalhistas). Além disso, aprofunda a divisão dos trabalhadores e é um mecanismo brutal de rebaixamento da massa salarial no país.

Mesmo que Lula tenha se manifestado contra o projeto e recomendado seu veto à presidente Dilma, isto não exime o PT de sua responsabilidade no ataque mais geral contra os trabalhadores no que este nefasto projeto se insere, a saber: milhares de suspensões, demissões, e cortes no seguro-desemprego, pensões, PIS e nos setores essenciais como educação e saúde.

No dia 22/04, o plenário da Câmara dos Deputados votou por 230 votos a favor e 203 contra, uma chamada emenda aglutinativa, que alterou alguns pontos do projeto, mas manteve no texto-base a terceirização na atividade-fim.

 A crise entre os setores que fazem parte do governo instalou-se no Congresso Nacional, na medida em que o Senado, na figura do seu presidente, Renan Calheiros, escancarou uma fissura dentro do PMDB, principal partido da coalizão governamental, advertindo seus pares, em especial o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, de que o projeto amplamente repudiado pela população trabalhadora passará por um longo périplo institucional até transformar-se efetivamente em lei.

A Greve Geral é o único caminho para quebrar e abortar este projeto criminoso do ponto de vista das condições de vida da classe trabalhadora. Por isso, é preciso unificar as lutas em curso e produzir um gigantesco pronunciamento do proletariado contra o ajustaço do governo Dilma/PMDB/Levy.


Por um Plano de Lutas que contemple as necessidades mais prementes dos trabalhadores da cidade e do campo. 


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TRIBUNA CLASSISTA

terça-feira, 14 de abril de 2015

DIA 15 DE ABRIL: PARALISAÇÃO NACIONAL CONTRA A PL DAS TERCEIRIZAÇÕES!



                                                                         


                   POR UM PLANO DE LUTAS QUE ORGANIZE E MOBILIZE 
                      OS TRABALHADORES PELAS SUAS NECESSIDADES 
                           MAIS PREMENTES RUMO À GREVE GERAL

No último dia 8 de abril, o Congresso Nacional aprovou o texto do Projeto de Lei 4330, chamado vulgarmente de PL das Terceirizações. A aprovação dessa lei pode significar uns dos maiores retrocessos nos direitos dos trabalhadores brasileiros. Com a terceirização teremos, em quase todas as atividades econômicas, salários menores, maior jornada de trabalho e um efeito cascata em toda a cadeia produtiva, ocasionando até mesmo o aumento do desemprego (devido à substituição de ramos inteiros de uma empresa por outros com menor número de trabalhadores para realizar a mesma quantidade de trabalho), por conta da superexploração dos trabalhadores pelas empresas prestadoras de serviços e de mão de obra que terceirizam, as quais obtém seu lucro através da precarização, o aumento da intensidade de trabalho, da própria jornada de trabalho e, é claro, do arrocho salarial (contratando para uma mesma função, trabalhadores com salários menores), e que toda a crise econômica atual recaia inteiramente sobre os ombros e as costas da classe trabalhadora e possibilitarão a obtenção de superlucros para vários setores do grande capital (nacionais e estrangeiros) afetados pela crise econômica mundial.

No dia 9 de abril foi realizada uma reunião em Brasília com a participação da CUT, da CSP/Conlutas, CTB, NCST e da Intersindical/CCT, nessa reunião foi aprovada a proposta de realização de um Dia Nacional de Paralisação marcado para o dia 15 de abril. Consideramos que, apesar de suas limitações, a proposta de um Dia Nacional de Lutas é o primeiro passo para organizar uma grande Greve Geral que tenha a organização, intensidade e disposição de luta dos trabalhadores, necessários para a derrubada da PL 4330 e todas as suas consequências funestas para a classe operária.

Os partidos alinhados com a centro-direita (PSDB, PMDB, DEM, etc.) foram os principais responsáveis pela aprovação da PL 4330. Devemos salientar que o PMDB é o principal aliado do PT nacionalmente e do governo Dilma em particular (contando com vários ministérios e com seu vice: Michel Temer, agora responsável pela articulação política). O governo Dilma já negocia sua aprovação (através de seu ministro Joaquim Levy) e mesmo seu veto pode ser derrubado pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (ex aliado de Collor e de Garotinho, deputado da bancada evangélica do PMDB e um dos deputados mais reacionários do Congresso). O papel tímido e retraído de grande parte dos partidos da, assim chamada, esquerda governista no Congresso (principalmente o PT e o PCdoB), que apesar de terem votado contra a PL 4330 não têm interesse político de mobilizar a população contra a terceirização, demonstra que o governo já negocia claramente a possível aprovação do PL (até o momento não temos um pronunciamento oficial do Governo Dilma sobre a PL 4330, se vetaria ou não um projeto que coloca aos trabalhadores em um dos maiores retrocessos da história de nossa república) e que os deputados do PT esperam explorar eleitoralmente com a possível aprovação dessa lei, com a chantagem contra os setores que votaram a favor da PL 4330. Em vez de procurar organizar uma luta política, o PT e o PCdoB procuram tirar vantagem eleitoral de uma das maiores derrotas da história dos trabalhadores brasileiros (caso seja promulgada essa lei).

A burocracia sindical dividiu-se em dois blocos definidos: um setor que apoia clara e abertamente o PL das terceirizações (com a Força Sindical do deputado Paulinho do Solidariedade à frente). E outro setor que faz uma manobra para apoiá-la de forma velada. Esse é o caso da CUT, que sendo a principal central sindical da América Latina, com mais de 3000 sindicatos afiliados, quase 8 milhões de trabalhadores associados e mais de 20 milhões de trabalhadores na base, poderia estar utilizando todo o seu peso (e sua máquina!) para mobilizar e organizar uma grande quantidade de trabalhadores na paralisação de dia 15 próximo. Mas não é este o quadro que estamos vendo até o momento. Toda essa pompa é utilizada contra os setores classistas que estão rompendo com burocracia oficialista da CUT para a defesa da “unidade”! Eis a questão: por que todo esse poderoso aparato não é utilizado com todas as suas forças contra a retirada de direitos fundamentais dos trabalhadores? A burocratização da CUT é tão grande que não quer ou não pode mobilizar os trabalhadores, sem o perigo de que sua base saia do seu próprio controle.

Consideramos de máxima importância a construção de uma frente de luta para a derrubada do PL 4330 e suas consequências. Consideramos também importante a reflexão e discussão de um balanço crítico por parte dos trabalhadores de qual política nos levou a tal situação. A crítica do papel do governo Dilma e do PT, com sua política de colaboração de classes com a burguesia e o grande capital, que levou o governo tão à direita até ficar totalmente refém de seus próprios "aliados", este é o primeiro passo para que se possa dar consequência a uma política que vise elevar a consciência política dos trabalhadores do ponto de vista da luta de classes. O papel de uma central sindical como a CUT, que tem quase a metade da população da Argentina na sua base, que organizada e mobilizada faria tremer qualquer governo, de direita ou esquerda, que ameaçasse mexer nos direitos dos trabalhadores, é outra parte dessa crítica, e pelo que podemos sentir até o momento (e torcemos para que estejamos totalmente errados), a burocracia sindical ligada à CUT pouco fará para reverter o PL 4330 no plano da luta e da mobilização dos trabalhadores. Tentará alguma manobra parlamentar, no Senado ou no STF, para não arriscar mobilizar sua base, por temer as consequências políticas de organizar os trabalhadores para uma luta e não conseguir contê-los nas lutas seguintes, que tendem a se chocar contra o conjunto do regime político, o qual a governista direção da CUT optou para acomodar seus mesquinhos interesses de casta social.

Que o próximo dia 15 de abril transforme-se em um grande Dia Nacional de Paralisação, e que a luta iniciada no dia 15 consiga desenvolver um grande processo de ascenso nas lutas, que reverta o PL 4330 e que abra a perspectiva de uma Greve Geral contra terceirização e contra as medidas de ajuste econômico anunciados pelo governo Dilma e seu ministro do ajuste: Joaquim Levy.





TRIBUNA CLASSISTA


segunda-feira, 13 de abril de 2015

A CLASSE OPERÁRIA ENFRENTA O AJUSTE









A nova onda de lutas no país tem como protagonistas o magistério estadual . À vitoriosa greve de mais de um mês de duração dos professores do Paraná, que frearam o pacote de ajustes do governador Beto Richa (PSDB), se somam agora as greves e protestos dos docentes dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os docentes superaram um mês de greve reivindicando uma recomposição salarial e outras medidas como água nas escolas e um limite de 25 alunos por sala de aula. No dia 27 de março, mais de 60 mil professores marcharam pelas ruas da capital paulista. No Rio Grande do Sul, uma assembleia de 2.700 professores votou por importante margem a desfiliação do CPERS da oficialista CUT, assim como um chamado a um ato classista, independente e internacionalista para o próximo 1° de maio. A categoria é vítima de jornadas extenuantes de trabalho e da instabilidade no emprego que tem implicado em milhares de demissões de professores contratados. Os garis do Rio de Janeiro, no final de sete dias de greve, conquistaram uma recomposição salarial de 8%, derrotando a intimidação do governo municipal e o apelo dos pelegos sindicais. Os trabalhadores do correio desenvolveram uma greve de 48 horas contra a privatização, apesar da intimidação da Justiça e da cumplicidade da burocracia. O movimento operário é um obstáculo ao ajuste de Dilma e da oposição patronal, como foi demonstrada na antecipada resistência contra as demissões na Volkswagen, na General Motors de São José dos Campos, e no Polo Naval de Rio Grande, assim como contra os salários atrasados no complexo petroquímico de Rio de Janeiro. Está se gestando uma luta de alcance nacional contra a ofensiva reacionária da Câmara de Deputados de avançar na regulamentação da terceirização trabalhista, agora na atividade-fim.

                                                         

Lula tenta recuperar sua capacidade de contenção das massas em momentos em que a popularidade de Dilma caiu a 12%. No congresso de junho, o PT discutirá uma reformulação organizativa que irá procurar imitar o modelo da Frente Ampla uruguaia. Em uma demagógica autocrítica, o ex-presidente sustentou que o PT tem sido refém do "presidencialismo de coalizão" e que deve "voltar às ruas". Até insinuou críticas a Dilma, ao dizer que com o novo mandato produziu-se uma "inflexão conservadora (...) contraditória com o programa eleito" (O Estado de São Paulo, 1°/4). O certo é que Lula é partidário de maiores concessões ao PMDB para recuperar o apoio da base aliada, e que deu respaldo declarado ao ajuste. O governo perdeu o controle do Congresso: desde que Eduardo Cunha (PMDB) assumiu a presidência da Câmara de Deputados, a base de deputados que votam com o governo caiu de 346 deputados formais (sobre 513) a uma média de 246 (Folha, 29/3), figurando entre os principais desertores legisladores do PMDB. Mas Dilma também recebe objeções de seu núcleo mais próximo, posto que setores do PT e do PC do B resistem a alguns dos cortes propostos.

O repúdio popular ao plano de ajuste explica as dificuldades que este tem para ser aprovado. Boa parte do pacote do ministro da Economia, o neoliberal Joaquim Levy, encontra-se parado no Congresso, que não quer incinerar-se com ele e procura suavizá-lo. Ou, ao menos, encontrar uma boa recompensa em troca. No campo de negociações figuram a renegociação das dívidas estaduais e municipais. Neste quadro de crise se destacam os atritos de Levy com Dilma. Na medida em que empaca o ajuste, aumenta o impacto do Petrolão: mesmo que Lula e Dilma tenham sido excluídos da investigação, o tesoureiro do PT não escapou.

No que avançou o governo brasileiro é no corte de subsídios e no tarifaço dos serviços, assim como numa forte desvalorização do real (que já alcança 30% em um ano), com o que espera recuperar a economia sobre a base das exportações. Estas duas bordoadas contra o povo não asseguram que a economia saia da recessão.

Abril será um novo mês de marchas e contramarchas convocadas pelo governo e pela direita, o que tende a criar uma falsa polarização entre os dois blocos que respaldam e negociam o ajuste. Enquanto agita o fantasma de um golpe, Dilma avança em uma reaproximação com os Estados Unidos. 
A classe operária necessita de um plano de ação próprio, conformando um polo classista e lutando pela greve geral para vencer o ajuste.

                                                        





TRIBUNA CLASSISTA



sábado, 4 de abril de 2015

A GREVE GERAL NA ARGENTINA E SUAS PERSPECTIVAS

                                                                 
 Foto de Ignacio Smith

David Lúcius


No último dia 31 de Março, os trabalhadores argentinos realizaram sua maior greve geral durante o período Kirchner. O sindicalismo e a burocracia ligado ao governo sofreu um duro golpe. Os principais setores de transporte pararam de forma massiva: os trabalhadores ferroviários, metroviários e rodoviários. A cidade de Buenos Aires ficou completamente paralisada. O impacto da greve sobre o governo foi forte. Em outras cidades com forte desenvolvimento industrial, como Córdoba, tiveram ou uma grande paralisação. O ativismo classista teve um grande protagonismo, com destaque especial para os setores e partidos agrupados em torno da FIT, Frente de Esquerda e dos Trabalhadores.

Setores como os professores, metalúrgicos, bancários, alimentação e eletricitários, telefônicos, caminhoneiros, entre outros, tiveram uma forte participação na greve geral. Muitas fábricas e empresas aderiram após assembleias de trabalhadores massivas, demonstrando a grande disposição de luta da classe operária e a polarização social que se desenvolve no curso de uma crise econômica e política. Os trabalhadores argentinos demonstram uma grande capacidade de organização e combatividade. A greve geral obrigou os políticos burgueses, os candidatos a presidente ligados a direita, e o próprio governo a calarem a boca, diante de sua força e contundência.

Nesse aspecto, são vários os paralelos e analogias que se pode traçar entre a crise brasileira e a argentina, mas a principal diferença, é a de que no caso argentino, a classe trabalhadora está voltando a ter um grande protagonismo social, político e organizativo. Além da grande greve geral é importante salientar o papel de destaque que a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), impulsionada pelo PO, está tendo tanto na luta de classes, como na luta política e mesmo na luta eleitoral. Nesse ano ocorrerão eleições na Argentina e as primeiras projeções abrem uma grande perspectiva para a FIT e para o Partido Obrero.

O PO e a FIT foram o único bloco político que sustentou e apoiou ativamente a greve geral. Agora a luta será por formar um polo próprio dos trabalhadores, organizar assembleias nos locais de trabalho para organizar e impulsionar uma greve de 36 horas com um grande ato final, político e classista, na Praça de Maio.

Para mais informações sobre a situação política na argentina, os leitores de nosso blog podem ler diretamente no site do Partido Obrero: http://www.po.org.ar/ Além dos artigos e vídeos disponibilizados, o PO publica, toda quinta-feira, o seu jornal periódico: Prensa Obrera, que pode ser acessado na integra em formato digital ou PDF, no próprio site acima citado.



segunda-feira, 30 de março de 2015

NÃO ÀS DEMISSÕES! PELA IMEDIATA REINTEGRAÇÃO E EFETIVAÇÃO DOS PROFESSORES CONTRATADOS




A “esquerda” triunfou nas eleições no Brasil e no Uruguai para realizar e aplicar o programa da direita.
O governo Dilma representa os interesses da burguesia e do grande capital nacional e internacional. Os grandes bancos promovem a política de ajuste para garantir seus grandes lucros através do pagamento dos títulos da dívida pública (do qual são os grandes possuidores) e do aumento da taxa de juros (que, entre outras coisas, aumenta diretamente o montante da dívida interna). A grande quantidade de escândalos que se desenvolvem, apenas demonstram que a burguesia foi a grande financiadora desse governo, assim como, dos governos que a precederam. Os governos estaduais representam a mesma disputa política por “negócios” escusos com a grande burguesia e seus acólitos. O regime político está em uma crise política profunda que atinge principalmente o executivo, ou seja o governo Dilma, mas o legislativo e o judiciário também são afetados diretamente pela rejeição popular e pelos escândalos que contaminam, como uma epidemia, todos os partidos burgueses que dão sustentação ao regime e ainda os que representam supostamente uma "oposição". O Congresso tenta aproveitar-se da atual crise para colocar o governo Dilma como refém do poder legislativo e de suas inúmeras camarilhas oligárquicas, burguesas e reacionárias. Toda oposição que o Congresso realiza é apenas um jogo de cena para, no final das contas, saber quanto, como e o que, o setor majoritário (que comanda o Congresso) irá ganhar. As composições fisiológicas que se desenvolvem, na Câmara e no Senado, ultrapassam qualquer romance de literatura fantástica.

A crise de regime não será amenizada por nenhuma das variantes políticas que podem desenvolver-se no futuro político imediato, ao contrário, sob todos os aspectos essa crise irá aprofunda-se e acentuar-se, não importa se com ou sem transição política. Mesmo uma tentativa de "união nacional" entre as forças da situação e da oposição não conseguiria amenizar o tamanho da crise (por esse motivo essa variante está descartada, como disse FHC em recente entrevista), e poderia, ao contrário, colocar toda a política burguesa em um só bloco, o que potencializaria a enorme rejeição das massas. A superação da crise só pode ser construída por uma alternativa classista da esquerda e dos trabalhadores.

Os ministros do governo Dilma são a expressão profunda da política de fortalecimento do grande capital da direita: Eliseu Padilha (ex ministro de FHC), Alexandre Tombini (ex FMI), Joaquim Levy (ex FMI e do governo FHC), Kátia Abreu, Gilberto Kassab, Afif Domingos, etc, etc. Diante da crise outros setores da política burguesa e da direita aproveitam-se da insatisfação popular (em especial da pequena burguesia), para tentar derrubar o governo no “grito”, os setores mais organizados da burguesia utilizam-se desse recurso apenas como “moeda de troca” e “pressão” na luta por seus interesses.

Devemos deixar claro que a base social que comanda a política dos principais partidos políticos da situação e da oposição (PT, PMDB, PSDB e seus satélites) são financiados e defendem (com suas variações e seus diversos matizes programáticos) a política da grande burguesia e do capital nacional e internacional. Acreditar na tese de que estamos diante da luta de dois pólos antagônicos entre o PT e a “direita” somente levará a que a maioria dos setores explorados (em especial a classe trabalhadora e o proletariado) sigam na função de reboque político de um dos lados da disputa.

A criação de um polo classista que se oponha contundentemente ao submetimento dos trabalhadores ao grande capital é a única perspectiva para a superação do atual impasse político que submergimos. Qualquer outra alternativa levará a um fortalecimento dos setores burgueses que dominam o nosso país através dos partidos que sustentam o regime político vigente. A crise está colocada, sua superação depende da disposição de organização e luta das massas, de sua juventude e principalmente do proletariado. Dialeticamente uma crise coloca diante das massas os elementos de sua superação, mas essa superação só será dada pela via da luta intensa, do sacrifício e do combate. Não há soluções fáceis em grandes crises políticas ou econômicas, adiar a luta só fortalecerá os setores que usufruem do poder. A luta e a organização de um polo classista é o caminho para derrotar a direita, a burguesia e seus diversos partidos. Nem burguesia, nem colaboração com a burguesia: independência (política e organizativa) de classe para lutar contra o grande capital e seus acólitos.    


PELA DESFILIAÇÃO DO CPERS DA CUT CHAPA BRANCA E FILIAÇÃO NA CSP/CONLUTAS – POR OPOSIÇÕES SINDICAIS COMBATIVAS E CLASSISTAS NOS SINDICATOS DE BASE - POR UM PLANO DE LUTAS QUE ORGANIZE E MOBILIZE A CLASSE TRABALHADORA PELAS SUAS NECESSIDADES MAIS SENTIDAS - ABAIXO AS MP’s 664 e 665 – NÃO À EXCLUSÃO DOS APOSENTADOS DO REAJUSTE DO SALÁRIO MÍNIMO – POR UM SALÁRIO MÍNIMO VITAL – NÃO AO CORTE NEOLIBERAL DE DILMA/LEVY/PMDB E DO CONGRESSO NACIONAL DE BILHÕES NOS GASTOS PÚBLICOS QUE ATINGEM BRUTALMENTE AS ÁREAS SOCIAIS: EDUCAÇÃO, SAÚDE, ETC. - NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES! ESTATIZAÇÃO SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES – NÃO ÀS DEMISSÕES! FRENTE ÚNICA DA ESQUERDA CLASSISTA E SOCIALISTA PARA LUTAR POR UM GOVERNO PRÓPRIO DOS TRABALHADORES

A Grécia é aqui?

Os milhares de demitidos no setor público foi uma exigência dos credores, os quais liberaram empréstimos, que submeteram a economia à tutela do Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional, também conhecida como Troika, que continua extorquindo o país mediterrâneo, agora governado pelo Syriza.

O Estado com a maior dívida pública do Brasil é o Rio Grande do Sul. A Dívida Consolidada Líquida é mais do que o dobro da Receita Consolidada Líquida. Esse endividamento se deu principalmente para o financiamento de setores do grande capital industrial e agrário, ou seja, por uma política que privilegiou os grandes negócios capitalistas.

Não por acaso, o ano de 2014 encerrou com mais um ataque brutal do governo Tarso sobre a nossa categoria: a demissão dos professores contratados. O número de demissões de professores contratados no RS ATÉ FEVEREIRO DE 2015 CHEGOU A 4000 DEMITIDOS!!!, evidenciando o acordo entre o PT e o PMDB, “aliados” no governo Dilma, os quais apresentam como solução para resolver a profunda crise capitalista, a demissão em massa dos trabalhadores.

Os governos do PSDB em São Paulo e no Paraná, Geraldo Alckmin e Beto Richa, agindo como verdadeiros carrascos da categoria demitiram 30 mil e 29 mil, respectivamente, professores contratados. O governo do PT, de Fernando Pimentel, já anuncia que deverá demitir 78 mil !!!!!! professores contratados. Essa é a regra dos governos capitalistas de “esquerda” e de direita!
Infelizmente, existem setores que dirigem o CPERS, inclusive nos núcleos que se dizem de oposição à atual direção majoritária do PT, que jogam água no moinho da política dos governos que defendem os interesses dos banqueiros, acirrando a divisão da categoria entre os trabalhadores nomeados e contratados. A categoria deve ser defendida como um corpo único: aposentados, funcionários, nomeados e contratados. A divisão em nossa categoria só favorece ao governo atual do “gringo que faz”, assim como favoreceu os governos anteriores de Tarso R$ 2 milhões!!!! (da Camargo Corrêa), do governo de bandidos do déficit zero de Yeda “Cruzes!”, e de todos os outros que vieram anteriormente, que se sucederam no governo estadual atacando progressivamente as condições de vida dos trabalhadores de educação e aprofundando o sucateamento do ensino público.

Os contratos emergenciais, bem como a terceirização foram introduzidos no serviço público tendo como objetivo uma enorme transferência de renda para os capitalistas prestadores de serviços, a precarização das relações de trabalho, pois são estes trabalhadores que mais sofrem na própria pele o peso da superexploração capitalista, rebaixamento da massa salarial, e divisão das categorias de trabalhadores.

A precarização se dá de forma brutal nos trabalhadores de educação, que no Rio Grande do Sul, compõem 40% da categoria, na forma de aviltamento gritante dos salários, necessidade de cumprimento de jornadas de trabalhos extenuantes, condições de trabalho precaríssimas, sendo que a possibilidade de a qualquer momento serem demitidos, transforma num verdadeiro inferno a vida deste setor da categoria.

Por isso, NÃO HÁ TERGIVERSAÇÃO neste sentido! A margem de manobra das direções sindicais cada vez mais diminui, proporcionalmente à intensidade da bancarrota mundial do capitalismo. Ou essas direções se colocam intransigentemente ao lado dos trabalhadores, defendendo a efetivação em massa de todos os professores e servidores contratados, com a consequente extensão de todos os direitos trabalhistas e previdenciários para os mesmos, ou estas direções se colocam do lado dos banqueiros, das empreiteiras, dos latifundiários, etc. que são os principais favorecidos pelas demissões em massa dos trabalhadores, tarefa essa que está destinada ao atual carrasco de plantão, o “gringo que faz”. 

A ÚNICA MANEIRA DE LUTAR CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E CONTRA A PRECARIZAÇÃO DOS CONTRATOS EMERGENCIAIS DO PONTO DE VISTA DOS INTERESSES DOS PROFESSORES E SERVIDORES CONTRATADOS É A REINTEGRAÇÃO DOS DEMITIDOS E A EFETIVAÇÃO IMEDIATA COM A EXTENSÃO DE TODOS OS DIREITOS DOS TRABALHADORES EFETIVOS. 

Ou a TROIKA, ou os trabalhadores, não há meios termos!
Nossa categoria é um divisor de águas no estado, tanto do ponto de vista da luta histórica em defesa da educação como nos estreitos limites eleitorais, sendo o principal fator de oposição dos governantes que não cumpriram com suas promessas, como a questão do piso nacional do magistério, por exemplo, precisamos defender intransigentemente a independência política da categoria em relação aos governos e partidos patronais, na defesa da educação pública, laica e gratuita, rumo a uma nova sociedade. Precisamos seguir o exemplo dos professores estaduais do Paraná, que colocaram em xeque o governo do PSDB de Beto Richa, e dos professores de São Paulo e Roraima, que nesse momento impulsionam uma poderosa greve contra Geraldo Alckmin do PSDB, e Suely Campos do PP, respectivamente. 



- TORNAR SEM EFEITO AS DEMISSÕES E EFETIVAÇÃO DE TODOS OS PROFESSORES E SERVIDORES CONTRATADOS 
- PELA NOMEAÇÃO DOS PROFESSORES APROVADOS EM CONCURSO (RESPEITANDO A ORDEM DE APROVAÇÃO).
- CONCURSO PÚBLICO PARA FUNCIONÁRIOS DE ESCOLAS EM TODOS OS SETORES.
- CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSORES AINDA EM 2015.
- PELA NÃO PRECARIZAÇÃO DO IPE.
- ACABAR COM O VALE-FOME DE R$ 166,00, QUEREMOS AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO DE R$ 600,00.
- VALE-TRANSPORTE PARA FUNCIONÁRIOS DE ESCOLA E PROFESSORES SEM ESTORNO.
- NÃO AO PARCELAMENTO DOS SALÁRIOS DO GOVERNO DO “GRINGO QUE FAZ”, “ALIADO” DO GOVERNO DILMA/LEVY/PMDB





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